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BENEFÍCIOS MEDICINAIS DA CERVEJA



Pesquisa aponta que doses moderadas da bebida favorecem a saúde, mas exagero anula os benefícios. Conheça as últimas pesquisas sobre o assunto

A cerveja, presente no happy-hour, na noitada, nas comemorações e nos almoços de domingo, pode ser benéfica à saúde, caso consumida com moderação (no máximo duas latinhas por dia).

O exagero, no entanto, anula todos os efeitos positivos creditados à bebida e amplia o risco de doenças líderes em causa de morte, como infarto , acidente vascular cerebral (AVC)  e diabetes.
Os médicos de diversos países estão empenhados em descobrir o lado terapêutico do líquido resultante da mistura de cevada, lúpulo e malte, sem esquecer de alertar a população sobre os perigos de exagerar na dose. As pesquisas mais recentes sobre o tema foram apresentadas no Simpósio Internacional de Cerveja e Saúde, realizado em Madri (Espanha) na primeira semana de novembro.

Médico ensina a incluir cerveja na dieta saudável

Na Espanha, governo defende bebida como parte da pirâmide alimentar. Benefícios desaparecem com consumo superior a duas latinhas por dia

cerveja que protege a saúde dos ossos pode aumentar o risco de fraturas. O que define a mesma bebida alcoólica como remédio ou veneno é a dosagem, apontam pesquisas recentes.
Apostando no lado bom do consumo, o governo espanhol está defendendo a inclusão da cerveja na pirâmide alimentar e está empenhado em divulgar os efeitos benéficos do consumo moderado da bebida – no máximo duas latinhas por dia.
Para isso, o Ministério da Agricultura, Alimentação e Meio Ambiente da Espanha promoveu, na primeira semana de novembro, o Simpósio Internacional da Cerveja e Saúde. Em Madri, a capital espanhola, foram reunidos especialistas de diversos países e de várias áreas da medicina que pesquisam os efeitos do consumo moderado de álcool, e especialmente de cerveja.
Os médicos e nutricionistas divulgaram como incluir a cerveja em uma dieta saudável (que não engorda, inclusive), capaz de atuar de forma protetora na  osteoporose , nos  problemas cardiovasculares e nos distúrbios da menopausa. O ponto em comum dos trabalhos apresentados é: se o consumo extrapolar a moderação os benefícios são anulados.
Por “doses moderadas” entenda-se duas latinhas de cerveja, no máximo, por dia ou em qualquer outra ocasião em que se opte por beber álcool. Isso significa que ficar abstêmio entre segunda e quinta-feira não dá carta branca para compensar e beber mais do que três doses no happy-hour de sexta-feira, na noitada de sábado ou no almoço de domingo.
Um levantamento feito pela Escola de Medicina de Toulouse, na França, mostrou que a bebedeira de final de semana é mais perigosa do que beber moderadamente todos os dias , ampliando em até duas vezes a incidência de doenças cardíacas.
Sendo assim, ao menos um em cada cinco brasileiros está de fora do grupo que pode obter vantagens na saúde com a cerveja. Isso porque, de acordo com o último inquérito feito pelo Ministério da Saúde do Brasil com maiores de 18 anos, 25% exageram no consumo de álcool quando bebem (mais do que quatro doses), ficando suscetíveis a problemas de saúde como acúmulo de gordura no fígado , infarto e acidente vascular cerebral (AVC) .
Além disso, quando há mistura entre álcool e condução de veículos, o risco de acidentes também é maior. Estudo feito pela Universidade de São Paulo, em parceria com o Instituto Médico Legal, já mostrou que 30% dos mortos no trânsito em São Paulo haviam bebido no dia da colisão, atropelamento ou queda da motocicleta.
“Os malefícios do excesso já são conhecidos e divulgados, mas o consumo responsável de cerveja permite acesso a inúmeros benefícios à saúde”, afirmou Isabel García Tejerina, secretaria geral de Agricultura e Alimentação do Ministério da Espanha.

Benefícios da moderação

Durante o simpósio, a ministra espanhola defendeu a inclusão da bebida na pirâmide alimentar (uma dose por dia), com base “nos 20 trabalhos científicos, realizados desde 1998, que investigaram e confirmaram os efeitos benéficos do consumo moderado, todos feitos por universidades importantes”.

Segundo o diretor do Laboratório de Pesquisas Cardiovasculares do Hospital Mount Sinai de Nova York, Juan José Badimon, as composições da cerveja, resultantes da fermentação, agregam ao líquido o potencial terapêutico.
“A bebida é rica em antioxidantes, fósforo, silício, ácido fólico e vitaminas”, disse.
Mas por causa do álcool, o exagero anula as propriedades nutricionais positivas. Os efeitos opostos de acordo com a dosagem foram evidenciados pelo ortopedista e presidente da Fundação Hispânica de Osteoporose, Manuel Diaz Curiel.
“Um dos fatores de risco consolidados para a osteoporose e para as fraturas é o consumo abusivo de álcool. Mas já sabemos também que os polifenois presentes na cerveja são ótimos para reforçar a massa óssea. O silício contido na bebida também amplia a mobilidade do osso. As vantagens no esqueleto poderiam ser obtidas com a moderação do consumo.”
Lluís Serra, nutrólogo e presidente da Fundação Internacional da Dieta Mediterrânea, ensina como ampliar os efeitos bons da cerveja.
“A dieta mediterrânea  é a única que cientificamente emagrece e protege a saúde. A cerveja, por sua origem milenar e perfil nutricional, faz parte desta cultura. Por isso, o ideal é consumi-la com outros alimentos mediterrâneos (peixes, castanhas e vegetais) e fazer atividades físicas ao menos 30 minutos diários”, completou.

Como evitar a barriga de cerveja sem excluir a bebida da dieta

Médicos afirmam que segredo está na escolha dos petiscos e no consumo moderado

O acúmulo de gordura na cintura já virou sinônimo de “barriga de chope” e a cerveja é apontada como principal causadora da saliência ao redor do umbigo.
A Sociedade Espanhola para o Estudo da Obesidade (SEEDO), no entanto, diz que é possível conciliar a silhueta esbelta com o consumo da bebida.
As orientações sobre a relação harmônica entre forma física e cerveja foram dadas durante o Simpósio Internacional de Cerveja e Saúde, organizado em Madri pelo governo espanhol, com o intuito de divulgar os benefícios ao organismo do consumo moderado da bebida.
Entre os especialistas convocados para as palestras realizadas na primeira semana de novembro – que também abordaram a relação entre saúde cardíaca, saúde dos ossos e cerveja – a orientação unânime é de que o lado bom da mistura entre cevada, malte, lúpulo e álcool só é obtido com o consumo moderado. Beber mais do que duas latinhas por dia não só engorda, como amplia o risco de infarto , acidente vascular cerebral (AVC)  e outros problemas graves de saúde.
Para quem está preocupado com os ponteiros da balança, o médico Manuel Gargallo, da SEEDO, diz que além de restringir a ingestão para, no máximo, duas latas diárias, é preciso escolher bem os aperitivos que acompanham a cerveja.
“Basta fazer as contas. Em 100 gramas de batatas fritas são 517 calorias. Em 100 gramas de pepino, apenas 14”, disse.
Segundo César Nombela, professor de nutrição da Universidade Complutense de Madri, alguns estudos já endossaram que a chamada dieta mediterrânea – que prioriza peixes, azeite de oliva, grãos, frutas e vegetais –  pode anular  a barriga de chope .
Algumas dicas práticas para o consumo também evitam que o ritual de beber (moderadamente, não esqueça!) com os amigos ou família resulte em quilos a mais.
Veja as dicas dos especialistas:

- Nunca ultrapasse duas latinhas de cerveja por ocasião em que decide beber
- Não beba cerveja para matar a sede. O líquido serve para ser degustado. Beba um copo de água antes de cada latinha
- Cerveja sem álcool tem menos calorias mais também engorda em caso de exagero. São 14 calorias em cada 100 ml de cerveja sem álcool. Na cerveja alcoólica são 30 calorias em 100 ml
- Opte por petiscos naturais. Vegetais in natura, como pepinos, tomate cereja, cenouras e berinjelas, não agregam calorias extras, sódio e colesterol ruim à ocasião. Salmão e queijo branco também são alternativas saudáveis, embora bem mais calóricas.

Fonte:http://saude.ig.com.br/minhasaude/2012-11-10/dossie-da-cerveja.html

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